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Dúvidas Frequentes

11 - O laser pode ser utilizado em transplante de cabelos?

Onde é referido “A utilização de laser no transplante de cabelos” é para realizar o orifício para transplantar o cabelo. Tratando-se de uma fonte de luz (energia condensada) dissipa calor para as laterais do furo e se houverem folículos lateralmente eles serão danificados e às vezes mortos. Este equipamento só se presta às calvícies sem nenhum cabelo e, mesmo nestes casos, onera grandemente os custos não trazendo benefícios.

12 - Quanto demora a cirurgia? Quando irei para casa? E o curativo? Algum medicamento é receitado?

A cirurgia demora em torno de 5 a 6 horas, com equipes grandes. Mas, em decorrência do preparo, monitorização, curativo e liberação da recuperação anestésica, o paciente se mantém no centro cirúrgico por 7 horas. Estando o paciente totalmente consciente e tendo se alimentado, ele poder receber a alta hospitalar geralmente no mesmo dia que operou, no final do dia. O curativo é imprescindível para o sucesso da cirurgia, pois ele mantém estáveis os folículos em seus leitos proporcionando segurança e conforto ao paciente, e não deve ser retirado em hipótese alguma sem ordem médica. O curativo será retirado no dia seguinte pela equipe médica. São receitados dois medicamentos, um antibiótico, para prevenir infecções na cirurgia e um analgésico, para tratar a dor, caso ocorra. Em casa, o paciente deve permanecer em repouso com alimentação mais leve, e não deve realizar nenhum exercício físico.

13 - Quando retiro o curativo? Quando posso trabalhar? E realizar esportes e tomar sol? Qual é o aspecto inicial? Posso lavar os cabelos?

No dia da cirurgia o paciente deve permanecer em repouso. No outro dia o paciente retorna ao consultório, onde terá o curativo retirado e o cabelo lavado pela enfermeira. O Paciente deve ser orientado sobre os cuidados que devem ser tomados com os novos cabelos, principalmente em relação à sua limpeza, que deve ser cuidadosa nos primeiros dias. O couro cabeludo deve ser lavado sem utilização de água muito quente ou sob pressão, banho normal depois da primeira semana. Durante os primeiros dias aparecerão crostas no couro cabeludo, que irão se soltando espontâneamente até o final da segunda semana. Alguns shampoos diminuem este tempo e devem ser receitados pelo seu médico. A utilização de um boné ou lenço também é indicada para a proteção do local inclusive logo após a retirada do curativo. Até 1 semana após a cirurgia o paciente pode apresentar um grau variável de inchaço na testa que progressivamente vai para os olhos e raiz do nariz até desaparecer progressivamente. Podem ocorrer também manchas roxas por causa da cirurgia que perdura em média 1 semana. No primeiro mês é normal a região transplantada ficar avermelhada. O paciente pode retornar à atividade profissional desde que se sinta bem, sem inchaço ou dor (geralmente de 2 a 5 dias após a cirurgia, em média). Atividades físicas leves após 4 a 5 dias e pesadas após a retirada dos pontos (de 7 a 10 dias). Exposição ao sol só é permitida 1 mês após a cirurgia.

14 - O que vai acontecer com os cabelos transplantados? Eles vão cair? Quando irão crescer? Devo tomar algum cuidado?

A grande maioria dos cabelos transplantados começarão a crescer nos primeiros dias depois da cirurgia. Porém, cairão após algumas semanas, pois os folículos interpretam a cirurgia como uma agressão, induzindo os folículos à fase telogênica ou de queda, voltando a crescer em torno de 3 a 6 meses). Alguns cabelos encravados podem aparecer duramente os 6 meses de crescimento e devem ser exteriorizados pela equipe médica. Algumas foliculites (pequenos pontos de pus no couro cabeludo, parecidos com uma “espinha na pele”) podem ocorrer, é normal. Caso ocorra em grau acentuado, o médico deve ser informado para entrar com medicação antibiótica. Alguns cabelos, no início do crescimento, podem crescer com um aspecto um pouco diferente do normal, isso é transitório. A integração completa dos enxertos pode ser evidenciada em torno de 7 meses, quando os cabelos já nasceram e cresceram o suficiente para a avaliação. Em caso de uma segunda sessão, o início do crescimento pode demorar um pouco mais (de 4 a 7 meses).

15 - Os cabelos transplantados nunca mais caem? E os meus? Posso fazer um tratamento para a alopecia androgenética depois da cirurgia?

Outro fato importante a salientar é que os cabelos transplantados nunca mais caem. Mas o cabelo que já se encontrava na região transplantada e em suas proximidades, se estiverem na região acometida pela calvície androgenética podem cair um dia, pois a calvície androgenética é evolutiva, levando à necessidade de um novo procedimento. Compete ao profissional realizar um transplante que fique esteticamente favorável, mesmo com a perda destes cabelos com o tempo, se não for vontade do paciente realizar um novo procedimento. O tratamento da calvície androgenética pode ser realizado após o transplante de cabelos para retardar sua evolução. As medicações hoje utilizadas são o Minoxidil tópico de 2 a 5% e a Finasterida utilizada por via oral na dosagem de 1 mg diariamente. Porém, o paciente deve ser avaliado clínica e laboratorialmente, informado dos efeitos colaterais das medicações e manter-se assistido pelo seu médico. O laser de baixa freqüência também tem mostrado bons resultados no tratamento da alopecia androgenética e também pode ser utilizado sob orientação médica.

16 - O transplante de cabelos é seguro, tem complicações, há como prevení-las?

Sim. O Dr. Sandro estudou estas complicações em sua tese de mestrado em medicina pela Santa Casa de São Paulo. Descrevemos sumariamente as complicações e como prevení-las. * Antes de tudo, deve-se diferenciar as complicações estéticas das médicas. As complicações estéticas são aquelas decorrentes da utilização de técnicas não usuais ou desatualizadas, tais como enxertos grosseiros, que resultam no aspecto de cabelos de boneca e/ou retiradas de área doadora que levem a cicatrizes muito evidentes e alopecias cicatriciais em área doadora.
* As complicações médicas são inerentes ao procedimento cirúrgico, ou seja, podem ocorrer em qualquer indivíduo. Existem predisposições raciais para certas complicações. A seguir descreveremos as possíveis complicações, sua prevenção e tratamentos. - Alargamento de cicatriz de área doadora. Na grande maioria de pacientes a área doadora é quase imperceptível. Alguns pacientes que realizam várias sessões podem apresentar um grau maior de alargamento desta cicatriz. Retiradas de área doadora mais curta e larga, também levam a maior grau de alargamento. A forma de prevenir esta complicação é a retirada de área doadora fina e comprida que permita fechar a área sem tensão. O tratamento para esse alargamento de cicatriz é a retirada da área alargada e fechar novamente o local.
- Foliculite. Em alguns pacientes uma pequena porcentagem dos cabelos transplantados quando estão saindo formam pequenas foliculites (pequenos processos inflamatórios que devem ser rompidos). Numa pequena taxa de pacientes este processo é mais intenso. O tratamento e a prevenção desta foliculite é a utilização de antibioticoterapia, logo ao observarmos o fenômeno, durante todo o crescimento do cabelo. Se não tratado pode levar a perdas dos cabelos transplantados.
- Logo após o transplante de cabelos, a área receptora fica transitoriamente sem sensibilidade. Se o paciente não tomar cuidado, atividades rotineiras como sair do carro ou passar de baixo de uma porta mais baixa pode causar ferimentos na área receptora que levarão à necrose (morte da pele) da área receptora. Quando a necrose é pequena, a cicatrização ocorre e não há perdas de cabelos. Em necroses maiores, pode ocorrer perda dos cabelos transplantados. Mesmo assim, após da cicatrização do local necrosado, o cabelo pode ser transplantado novamente. O paciente deve tomar cuidado logo após a cirurgia, prevenindo esta complicação.
- Sangramento. Apesar de rara, pode ocorrer nos primeiros dias após a cirurgia. A compressão local por 10 minutos pelo próprio paciente é suficiente para corrigí-la.
- Soluços. É uma complicação rara em transplante de cabelos que ocorre logo após a cirurgia, mantendo-se por horas, e soluciona-se espontâneamente.
- Quelóide. É uma cicatriz de má qualidade em couro cabeludo. Extremamente rara, ocorre em pacientes negros. A prevenção é feita no exame clínico, no qual pergunta-se ao paciente se este tem problemas com sua cicatrização. O tratamento é feito com medicações, betaterapia, retirada desta cicatriz de má qualidade e nova sutura local.
- Há outras complicações descritas em literatura. Se quiser mais informações entre em contato conosco. Alguns cuidados devem ser tomados para diminuir as complicações em transplante de cabelos, como colocaremos a seguir:
- Um bom relacionamento médico-paciente. O paciente deve informar ao médico o que espera da cirurgia. O médico deve explicar detalhadamente todo o tratamento e os limites da cirurgia ao paciente. Isto é importante para não criar falsas expectativas no paciente que não possam ser alcançadas pela cirurgia. A consulta médica é imperiosa antes da cirurgia.
- Avaliação clínica e laboratorial para avaliação da saúde do paciente. Se for encontrada alguma alteração dos exames, deve ser corrigido, para a cirurgia ser realizada com segurança. Todos os cuidados antes e depois da cirurgia devem ser expostos ao paciente, como a não utilização de medicações que possam alterar a coagulação sanguínea (aumentar sangramento durante a cirurgia).
- A técnica cirúrgica a ser empregada pelo cirurgião deve ser atual e usual por seus pares, e ser atualizada constantemente.
- Equipe numerosa e treinada devidamente, equipamentos específicos para a separação dos folículos e colocação destes na área receptora são imprescindíveis para o sucesso da cirurgia e diminuição do tempo cirúrgico.
- Realização do procedimento em ambiente hospitalar. A realização deste procedimento em consultório não é segura e não deve ser realizada.
- Avaliação pós-operatória rigorosa. O paciente deve retornar ao consultório e, se não for possível, entrar em contato relatando sua evolução e tirando suas dúvidas. O paciente deve seguir todas as orientações de cuidados e medicações dadas pelo médico.

17 - Quais são as outras cirurgias para o tratamento da alopecia androgenética e cicatricial.

- As informações abaixo referidas foram obtidas de literatura específica atualizada e de conhecimento próprio adquirido com o tempo, em decorrência do questionamento dos pacientes antes e depois da cirurgia. A procura da solução definitiva para a calvície sempre deslumbrou os cirurgiões plásticos. Muitos tipos de cirurgias foram propostas. Infelizmente, muitas com resultado limitado. Entretanto, não há como negar que foram importantes para a evolução da especialidade e melhor compreensão da calvície. O texto abaixo não tem o intuito de julgar ou criticar nenhum tipo de cirurgia da calvície.
- Descolamento do couro cabeludo cirurgicamente e a recolocação deste novamente no crânio, não é mais realizado.
- Prematache, grampos colocados cirurgicamente no couro cabeludo para a fixação de próteses de cabelo, não é mais utilizado.
- Ressecção da área calva e a rotação de um retalho, de uma tira de couro cabeludo com cabelo preso no couro cabeludo, que é rodado e fixado na região antes calva.
- Expansão do couro cabeludo, expandido com bolas de silicone que vão recebendo soro fisiológico semanalmente aumentando seu volume como a barriga de uma grávida. Estes procedimentos se prestam às áreas calvas médias e grandes de couro cabeludo.
- Punchs de cabelo de 4 mm, retirados da área doadora e transplante destes na área calva, com o intuito de, em algumas cirurgias, cobrir-se a calvície. O grande problema era que estes punchs levavam a um resultado ruim na área doadora, que ficavam sem cabelo e um estigma na área receptora: os temidos cabelos de boneca. Não são mais utilizados.
- Implante de cabelos, fios sintéticos colocados no couro cabeludo. Proibidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e FDA americano.
- Com o passar do tempo, foi-se observando que estes punchs podiam ser subdivididos. A área doadora começou a ser retirada como em tira e fechada com pontos, restando uma cicatriz linear. E os pedaços de couro cabeludo cada vez mais foram subdivididos melhorando os resultados. Foram descritos em: single-hair ou 1 fio de cabelo; micro-hair de 2 a 3 fios de cabelos; e mini-hair de 4 a 5 fios de cabelos. Iniciou-se, então, a separação dos fios com lupas e depois com os microscópios (pôde-se separar fio a fio). Porém, descobriu-se que havia perda dos enxertos se separassem as famílias foliculares.



18 - Qual a função do cabelo no ser humano? Qual a composição do cabelo? Qual a sua anatomia?

Os cabelos do ser humano (um tipo de pêlo), têm a função de proteção do frio e radiação solar. Indivíduos com grandes calvícies apresentam incidência maior de câncer de pele no couro cabeludo. Além disso, é importantíssimo na estética e sexualidade humana, e também na diferenciação pessoal, dadas as colorações, cortes e penteados que permite. É o artigo em que mais se investe em publicidade no mundo. Sua composição é basicamente protéica. Duas cadeias paralelas de proteínas ligadas por varias pontes de enxofre e hidrogênio, que giram sobre si como uma escada de cordas torcida. Há também uma grande quantidade de minerais nos cabelos. Ele é uma estrutura morta, mas muito resistente. É importante também que a parte mais externa do cabelo ou cuticular (as cutículas dos cabelos), são responsáveis pela sua aparência estética. Um cabelo bem tratado tem as cutículas mais unidas, o que o torna mais bonito e vistoso (os xampus e condicionadores têm esta função).

19 - Quais são os tipos de pêlos? Por que são diferentes? O que muda sua cor?

No ser humano observamos diferentes tipos de pêlos. Quando nascemos, todo nosso corpo é recoberto por uma pelugem transitória que ocorre somente nesta fase da vida (semelhante aos pêlos que observamos nas faces das mulheres). Estes pêlos são chamados de pelugem ou velo. Os do couro cabeludo, chamados de cabelos, geralmente mais são grossos e com maior velocidade de crescimento. Entretanto, estas características podem variar dependendo da região do couro cabeludo. Os pêlos das sobrancelhas, dos cílios e do bigode são mais grossos e demoram mais para crescer. E também temos os da região pubiana, axilar, tronco e membros, geralmente mais grossos, podendo variar em relação à sua forma, normalmente encaracolados. Os cabelos variam de espessura. Geralmente, os mais escuros são mais grossos (observados em orientais), e os mais claros mais finos (em povos anglo-saxônicos). Conforme envelhecemos podemos ter um afinamento dos cabelos, isto é normal. A melanina é responsável pela coloração dos cabelos nos seres humanos. A eumelanina é responsável pela coloração escura dos cabelos e a feomelanina pela coloração avermelhada dos cabelos. A presença ou ausência destes pigmentos e a mistura deles são responsáveis pela grande gama de colorações de cabelos que existem, salvo os albinos que têm o cabelo amarelado por não apresentarem nenhum tipo de melanina. Cananície é o embranquecimento dos cabelos. Observada principalmente em indivíduos idosos, ela ocorre pela diminuição das melaninas no fio de cabelo, podendo ocorrer também em casos de stress.

20 - O que é folículo piloso? Quantos folículos temos? Como ele é?

O ser humano tem em torno de 5 milhões de foliculos (figura4) por todo o corpo, 120.000 deles no couro cabeludo. Folículo piloso ou unidade folicular é uma estrutura complexa composta por 1 a 4 fios de pêlos ou cabelos, com seus respectivos bulbos, glândula sebácea e sudorípara, músculo piro-eretor e outros órgãos não menos importantes. Para ver estes folículos basta olhar para os pêlos do seu braço e notar que de alguns saem 1 pêlo, de outros 2 ou 3 e, mais raramente, 4 pêlos. Estes folículos são a fábrica de cabelo, são deles que nascem o fio de cabelo ou pêlo, estruturas sem vida e que perduram durante séculos.

Clínica Sandro Salanitri
Cirurgia da Calvície e Cirurgia Plástica
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Especialidades: cirurgia de cabelo, clinica de cabelos, queda de cabelo, queda de cabelo causas, transplante de cabelos,
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