Qual a melhor técnica para o transplante de cabelos?

Não existe a melhor técnica. Todas as técnicas funcionam bem, desde que bem indicadas. Existem várias técnicas para a retirada de cabelo da área doadora qual escolher? FUE, FUT ou técnica mista? Conheça cada uma e suas indicações.

Antes de tudo vamos relembrar as leis da cirurgia da calvície:

  1. Não são todas as calvícies que devem ou podem ser tratadas cirurgicamente. O diagnóstico da causa da calvície é importante.
  2. A cirurgia não cria e sim redistribui os cabelos.
  3. Quanto maior a calvície maior o número de sessão para cobrí-la.
  4. A quantidade de cabelos a serem transplantados depende da área doadora segura do paciente.
  5. Cabelos transplantados caem e voltam a crescer de 3 a 7 meses.
  6. A cirurgia da calvície não inibe a alopecia androgenética. O tratamento clínico deve ser realizado após a cirurgia.

Técnicas de retirada de cabelos da área doadora:

FUT ou STRIP (faixa):

Consiste na retirada de faixa de couro cabeludo na nuca e acima das orelhas. Após a região é aproximada e suturada com a técnica tricofítica, que permite que nasçam cabelos acima da cicatriz. Os pontos são retirados em 7 dias. Esta faixa de couro cabeludo é dividida em unidades foliculares (1 fio) e famílias foliculares (2 a 4 fios) por uma numerosa equipe com estereoscópia ótica. No local da sutura haverá uma cicatriz linear, a espessura desta cicatriz será proporcional a elasticidade do couro cabeludo, largura da faixa retirada e número de procedimentos prévios. Essa cirurgia pode ser realizada independente do comprimento do cabelo. Este tipo de retirada da área doadora resulta numa cicatriz linear delgada. Não há necessidade de raspar os cabelos. Todos os folículos gerados pela tira são de região segura, ou seja, não cairão com o tempo.

FUT ou STRIP (faixa) com fios Longos:
É o mesmo procedimento descrito acima porem com os fios dos cabelos compridos. Não há necessidade de o paciente raspar os cabelos pelo contrário o conveniente da técnica é o paciente observar o fruto da cirurgia imediatamente após a cirurgia, além do retorno imediato as suas atividades. Para o cirurgião apesar de ser é uma técnica mais trabalhosa orienta a inclinação fisiológica dos fios e possibilita a pré-visualização da densidade capilar. Indicado a paciente que tenham que retornar o mais rápido a atividades profissionais e sociais.

FUE

O FUE, Folicular Unit Extraction ou Extração Única Folicular, é a retirada de cabelos da área doadora do couro cabeludo, utilizando um cilindro de metal (Micro Punch de 0,75 a 1,0 mm), de forma manual, motorizada ou robotizada. Dependendo do tamanho do Micro Punch são retiradas unidades foliculares (1 fio), ou famílias foliculares (2 a 3 fios). Para ilustrar o tamanho do micropunch veja a foto, colocamos um grafite de 0,5 mm no orifício do punch.

A região doadora do couro cabeludo para a retirada dos folículos não pode ser sensível a alopecia androgenética, área segura, localizada na nuca e lateralmente superiores das orelhas, do contrário com o tempo esses cabelos podem cair. Após retirados os enxertos são armazenadas sob refrigeração numa solução de soro fisiológico aguardando o transplante. Todo o processo é realizado com estereoscópica ótica, lupas cirúrgicas. Há necessidade de raspar os cabelos da área doadora para a cirurgia, em casos específicos podemos raspar somente algumas áreas do couro cabeludo, porem diminuindo a produção de fios. O tempo cirúrgico é maior em relação a FUT. A quantidade de unidades e famílias foliculares com a técnica FUE comparadas com técnica STRIP (faixa) é menor pois a equipe para realização do transplante de cabelos com STRIP (faixa) é bem maior, proporcionalmente conseguimos 60% da quantidade de cabelos com a técnica FUE em relação a técnica STRIP (faixa) no mesmo tempo cirúrgico. Como os orifícios causado pela retirada são muito pequenos, as cicatrizes puntiformes também são diminutas.  Novos procedimentos de transplante de cabelos podem ser realizados com a mesma técnica. Lembrando quanto maior o número de sessões e unidades retiradas com FUE pode haver áreas com diminuição importante de cabelos da área doadora, mesmo com cabelo mais comprido há possibilidade de rarefação de cabelos no local, e com o cabelo raspado áreas esbranquiçadas no couro cabeludo poderão surgir. As indicações para a técnica FUE são: pacientes que desejam raspar os cabelos; retoques de transplantes antigos reaproveitando cabelos de locais indevidamente transplantados; utilizar pelos de diversas regiões do corpo para reconstrução, por exemplo barba; novos procedimentos de transplante de cabelos em paciente que perderam a elasticidade do couro cabeludo na área doadora, Não são todos os pacientes que podem realizar essa técnica, há necessidade de um teste para avaliar o tipo de cabelo e indicar ou não o procedimento. Por ser uma cirurgia de porte menor a dor e edema (inchaço) são menores.

 Técnica Mista

É a utilização da Strip e o FUE para a retirada do maior número de unidades foliculares na mesma cirurgia. Neste caso o cirurgião pode retirar a faixa de couro cabeludo (FUT) e concomitantemente o FUE, possibilitando aumento da quantidade de unidades foliculares e consequentemente mais cabelos em uma única cirurgia.

Técnica para o transplante das unidades foliculares na área receptora.
Independente da técnica utilizada para a retirada das unidades folículo pilosas a colocação desses na área receptora é realizada com microlâminas de 0,5 ou agulhas especiais que plantam os enxertos em ângulo agudo, paralelos aos dos cabelos remanescentes com auxílio de lupas cirúrgicas.

 Observações Importantes:

  1. O transplante de cabelos pode ser realizado em sobrancelha, barba e bigode e falhas de pelos no corpo.
    2. A área a ser coberta receptora (calva) deve ser discutida e demarcada previamente a cirurgia entre o médico e paciente, bem como técnica a ser realizada e número de sessões necessárias.
    3. Há necessidade de exames pré-operatórios. A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar.Primamos pela segurança do paciente.
    4. A cirurgia é realizada sob anestesia local e sedação com anestesista.
    5. Não utilizamos curativos no pós-operatório.
    6. O paciente tem alta no mesmo dia. Se for de sua preferência pode pernoitar no hospital.
    7. O tratamento não acaba com a cirurgia a sequência do pós-operatório é importante.

 

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